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Escrito por Alfreda Cruz   
Quinta, 22 Abril 2010 00:00

Súmula da Participação em Eventos dos Dias do Desenvolvimento

 

Em resposta ao Convite do Observatório das Relações Internacionais da UAL, o Observatório esteve pontualmente presente através da minha participação no na sessão da Universidade Aberta designada por “Educação e Formação para a Sustentabilidade: Novos Desafios” e no estabelecimento de contacto com o stand da Rede com vista á sintonização com a 1ª Conferência de Avaliação de Impactos que a Fundação Cidade de Lisboa prepara para 16-19 de Junho de 2010.

 

I

Na sessão da Universidade Aberta, acompanhamos 3 abordagens sucessivas:

1. - A primeira centrada na caracterização do ambiente empresarial e societal que se reconhece estar carecido de códigos de ética indispensáveis ao enquadramento:

a)  quer das empresa  - caso sejam regidas por regras de funcionamento compatíveis com relações equânimes de trabalho e de mercado fundadas na observância dos direitos humanos dos trabalhadores e na valorização dos direitos do consumidor,

b) quer de uma sociedade civil - em que o consumo se inscreva numa ética de responsabilidade compatível com a ecoeficiência  e o desenvolvimento sustentável,

Em conjunto, ambos os universos perfilham todavia filosofias de supremacia da defesa de interesses próprios, adaptando-se ou reagindo contra os interesses presentes na interacção que estabelecem entre si e com o Estado, enquanto 3º   pólo do sistema.

Neste contexto, cabe ao Estado estabelecer regras de jogo que permitam a alteração de padrões comportamentais, através do papel central que lhe cabe na definição de políticas públicas, de modo a que através da educação e da formação formal, informal ou paraformal, possa propiciar e fomentar novos padrões comportamentais susceptíveis de balizarem responsabilidades legislativas, económicas e de cidadania que se traduzam em funcionamentos empresariais e em padrões de consumo compatíveis com o desenvolvimento sustentável.

A opção por uma filosofia comum de auto-responsabilização proactiva é a que permite ajustar os interesses dos 3 três universos em presença, a um código de regras de jogo fundadas, por um lado,  em contrato social expresso em dispositivos legais e, por outro,   na valorização  e observância dos procedimentos justos e legítimos. A educação e a formação do empresariado e do cidadão quer como trabalhador quer como consumidor é a pedra de toque deste modo de estar numa sociedade em que os diferendos se dirimem noutros contextos que não ponham em risco a sustentabilidade …

2. A segunda centrou-se na distinção e articulação dos conceitos de Ética e de Cidadania nas duas correntes conceptualizadoras do modo de ser, estar e proceder na relação com o Ambiente por parte dos indivíduos, dos colectivos que os abrangem e das políticas públicas fundadoras dos normativos que enquadram a referida relação. Tais correntes são apelidadas de antropomórficas e de holísticas, conforme conceptualizem as relações bilaterais fundadas no biocentrismo ou pelo contrário as insiram na complexidade sistémica que concede ao tom e ao som da filosofia que o enquadra ( ecologia profunda, feminismo, etc) a explicação do modo como se problematiza e operacionaliza a qualidade de vida e o papel que nela assume a ética e a estética de atitude da cidadania ambiental. É nesta perspectiva que o pragmatismo ambiental dos nossos dias recentra na ética da Terra emergente da corrente holística a tensão biocêntrica do antropomorfismo.

Passando da teorização à prática da cidadania ambiental, esta exprime-se na fragilidade e desinteresse com que é assumida pela sociedade civil, em paralelo com a subvalorização do espaço público e da própria vida pública em face dos interesses privados. A aposta na formação do carácter inerente à mais valia que o perfil do cidadão introduz na vivência do indivíduo será naturalmente a saída para tal situação.

3. É nesta perspectiva que se configura o fomento das competências grupais dos indivíduos. A sua prossecução parte da compreensão dos valores que estão em causa na formação de cidadãos, qualquer que seja a esfera formal, para-formal ou informal em que, em termos de educação ambiental, se assegure que as capacidades de aprendizagem possam  traduzir-se  na aquisição de competências orientadas para a valorização do espaço público e para a participação cidadã na esfera pública.  

Aprendizagens colaborativas e cooperativas em contexto grupal face aos desafios colocados pela análise das problemáticas concretas é a via para equacionar praxis, identificar processos de solução dos problemas e assumir atitudes em coerência com os valores perfilhados.

A defesa da generalização desta estratégia conduz a perfilhar e a compaginar métodos diferenciados de educação presencial e /ou a distância na relação com a diferenciação de públicos-alvo, partindo do princípio de que a aposta exclusiva da educação ambiental nos públicos escolares é insuficiente, face à escala e ao carácter de transversalidade da problemática ecológica. É por isso indispensável fomentar no contexto desta a envolvente comunitária da escola, dependendo da interacção dos públicos a criação da atmosfera societal capaz de se traduzir em exigência de políticas públicas com o grau de assertividade indispensável à intervenção glocal da cidadania ambiental.

4. Ilacções: No âmbito do debate dos 3 tópicos, a última questão a que aludimos conduziu à equação do e-learning como via incremental de formação, esperando-se que, no contexto da  educação/formação de adultos, na vertente dos ingressos de maiores de 23 anos se possam diferenciar perfis de habilitação de competências para o exercício da cidadania, em geral, e da cidadania ambiental em particular.

O lançamento do programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, desde que articulado aos Cursos de Qualificação para Adultos no contexto do Acordo com a Agência Nacional de Qualificação recentemente assinado, com vista à preparação de candidatos provindos da vida laboral para um  ingresso eficaz no ensino superior, com vista ao empreendedorismo,  poderia implementar a aprendizagem dos códigos de ética indispensáveis à compaginação da dinâmica empresarial com a observância dos direitos humanos e sociais quer dos trabalhadores quer dos consumidores da produção lançada nos mercados, quer dos direitos ambientais assumidos nas praxis de relação com os mercados. 

A capacidade de inserir neste âmbito a oferta de formação através do tecido empresarial, poderá ser uma via a explorar, desde que a responsabilidade social das empresas se maximize nessa vertente, o que pode vir a ter impacto na perspectiva das redes locais e regionais. Inseridas em parcerias que valorizem o espaço público, no contexto de um tecido empresarial assumido nessa dimensão, as empresas poderão ultrapassar a feição atomista de experiências pontuais de formação com impacto preferencial em orientações laborais, sem prejuízo destas.

Links

http://www.vauban.de/info/abstract.html

http://www.vauban.de/karte/index.html

http://www.natbrasil.org.br/Docs/ipcc_2007.pdf

http://www.multiciencia.unicamp.br/artigos_08/r01_8.pdf

http://www.instituto-camoes.pt/lextec/por/domain_1/A.html

http://www.instituto-camoes.pt/lextec/por/domain_1/index/20617.html

Correlacionáveis na área longliflearning [i]

http://repositorioaberto.univ-ab.pt/handle/10400.2/1295

http://repositorioaberto.univ-ab.pt//handle/10400.2/1301+ http://repositorioaberto.univ-ab.pt/handle/10400.2/353

+http://www.clipquick.com/Files/Internet/2010/04-29/0/7_95182_3FB64923B3461CCC5E946DBE390E3FFC.pdf

+http://economico.sapo.pt/noticias/escolas-ja-estao-a-reforcar-a-oferta-de-cursos-poslaborais_87879.html



[i]  Educação a distância como factor de desenvolvimento + criação de uma nova estratégia para Portugal +Perfil do estudante universitário em mudança+ Escolas estão a reforçar ofertas de cursos pós-laborais , os quais, no caso da Universidade Aberta, sendo todos em regime elearning já comportam que 70% dos ingressos candidatos ao 1ºciclo deste ano seja de maiores de 23 anos, estando entretanto em curso o lançamento do programa de Aprendizagem ao Longo da Vida pelo mesmo regime, correlacionado com os Cursos de Qualificação para Adultos no contexto do Acordo com a Agência Nacional de Qualificação. recentemente assinado, visando a preparação de candidatos para um  ingresso eficaz no ensino superior. 

 

 

II

Avaliação de riscos e de impactos

Problemática central das decisões, a avaliação de riscos e de impactos das mesmas entrou no léxico comum por via do mediatismo da problemática do Ambiente, embora de facto tenha exactamente a latitude de todas as matérias a que qualquer decisão se reporte.

Conforme divulgação própria, a REDE (Rede de Língua Portuguesa de Avaliação de Impactes filiada da IAIA ( International Association for Impact Assessment), com  origem remota (1970) nos EUA comporta  missão,  visão e histórico  assumidos em www.redeimpactos.org  e em http://www.redeimpactos.org/index.php?lg=1&idmenu=55.

A 1ª Conferência da Rede promovida em Lisboa será acolhida pela Fundação da Cidade de Lisboa tendo como tema “ Transportes, Desenvolvimento Urbano e Avaliação de Impactos comportará além das vertentes especificamente temáticas temas de natureza transversal que relacionam a Avaliação de Impactos e os correspondentes resultados com as políticas e praxis da Cooperação e da Situação dos Direitos Humanos, bem como das suas implicações nas questões vitais do Licenciamento Ambiental e das Instituições Financeiras.

Decorrendo em 17 e 18 de Junho o evento é precedido no dia anterior pela oferta de cursos de sensibilização a problemáticas chave (Avaliação Ambiental Estratégica, Introdução à Avaliação de Impactos Ambientais, Ferramentas de Avaliação de Impactes em qualidade do Ar, e Acompanhamento Ambiental de Obras em Meio Urbano) culminando no dia 19 de Junho por contactos com experiências técnicas.

CFCUL, 30 de Abril de 2010

 

 

 

 

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atualizado em Sexta, 11 Junho 2010 20:24
 

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